ARTE E SUSTENTABILIDADE PARA UMA VIDA MELHOR.

31 de maio de 2012

CAIXAS PLÁSTICAS EM NOVAS FUNÇÕES

Caixas plásticas são transformadas em mesinhas de apoio e estantes




As caixas plásticas usadas para transportar frutas, legumes e diversos outros produtos, podem ganhar muitas utilidades. Basta ter criatividade e disposição para transformá-las em equipamentos funcionais e úteis para a decoração doméstica.

Uma das opções é utilizá-las para criar mesinhas de apoio ou pequenas estantes. A sugestão é do Blog Jardinaria e pode ser aplicada facilmente por qualquer pessoa.

Para isso os materiais necessários são:

Caixa plástica de frutas; 4 pés no formato desejado (com parafusos); 4 porcas, parafusos e arruelas; um tampo de madeira, pouco maior que a caixa; uma serra.

Como fazer: 

O primeiro cuidado a se tomar é em relação ao tamanho ideal para o tampo de madeira. A blogueira Kika Novaes, autora da dica, sugere que tampa tenha, ao menos, 1,5 cm de sobra em cada uma das laterais da caixa. Ela também pode ser decorada de acordo com a forma que melhor ornar com o ambiente. 

Vale lembrar que a tampa será fixada na abertura normal da caixa. Portanto, será necessário abrir uma das laterais para que seja possível armazenar objetos dentro dela. Assim, escolha um dos lados e corte em formato retangular, conforme mostrado na galeria de fotos. É necessário ter cuidado com o manuseio da serra para evitar acidentes. 

Os quatro pés serão fixados nos cantos inferiores. Os modelos que já vêm com os parafusos são manuseados mais facilmente. Assim, bastar encaixá-los e completar a fixação com as porcas e arruelas, que garantirão a segurança necessária para que a mesa ou bancada permaneça em pé. A peça está pronta. Os outros detalhes e os acessórios usados para a decoração irão variar de acordo com o gosto do artesão. Para fazer a estante, basta empilhar e fixar outra caixa, repetindo o processo. Com informações do Blog Jardinaria.




Redação CicloVivo


Leia também:
+ 5 maneiras de reaproveitar caixotes de madeira 













30 de maio de 2012

DECORANDO COM OBJETOS REUTILIZADOS

Sempre haverá espaço para boas ideias reutilizando objetos das mais variadas formas. Falta criatividade?  Aproveite essas dicas!

Cadeiras abertas presas na parede...



Engradados viram pufes



Caixotes que viram estante




saritaavila.blogspot.com.br


saritaavila.blogspot.com.br

Gavetas pintadas e forradas na parede...



Caixote, rodinhas e....

saritaavila.blogspot.com.br


Pendentes...

melmorenaboutique.blogspot.com.br

O escorredor virou pendente também


melmorenaboutique.blogspot.com.br

Beijos.


29 de maio de 2012

Rio Eco Moda 2012 com Isabel Fillardis

A atriz Isabel Fillardis é a madrinha do evento que promove a sustentabilidade na moda

Isabel Fillardis é madrinha do Rio Eco Moda 2012


O termo ecofashion vem sendo usado com frequência cada vez maior e diz respeito à utilização da moda sustentável. Essa onda está começando a ocupar papel de destaque no cenário da moda, principalmente porque deixou de ser produzida por marcas desconhecidas e ganhou etiquetas de grifes renomadas. Não é de hoje que a indústria tenta encontrar um jeito de produzir peças que não explorem os recursos naturais de forma predatória, mas só recentemente tornou-se possível fazer roupas que caíssem no gosto do consumidor e aliassem palavras tão dissonantes como design, tecnologia e ecologia. Agora, as três foram parar nas mesmas máquinas de costura.



Tecidos orgânicos (que são aqueles feitos a partir de matéria-prima produzida sem inseticidas ou pesticidas), materiais recicláveis, garrafas PET, pneus, madeiras de reflorestamento. É um verdadeiro exército de materiais ecológicos que fazem brotar ideias maravilhosas em cabeças pensantes, visando a diminuição do impacto ambiental.

É a moda sendo encarada como uma maneira prática e palpável de atuar em prol da sustentabilidade. É a moda propondo uma nova maneira de encarar o consumo e o nosso relacionamento com a natureza. É a moda utilizando materiais e processos mais justos e sustentáveis para que a cada dia peças e mais peças sejam criadas, misturando a beleza de um design bacana com o menor impacto possível na natureza.

Foi a partir dessa necessidade de valorização, divulgação e fortalecimento de uma moda eco-friendly que o Rio Eco Moda nasceu. Seu objetivo é divulgar a moda ecologicamente correta através de um evento que movimente o universo fashion, fazendo com que as pessoas percebam que design e consciência ambiental em uma só peça é uma combinação não só possível, como de extrema importância.

O Rio Eco Moda tem como parceiro e realizador o Instituto Doe Seu Lixo, bem como madrinha a atriz, modelo e apresentadora Isabel Fillardis, que sempre esteve envolvida com questões de cunho social e ambiental. Em 2003 fundou, ao lado de seu marido, Julio Cesar Santos, Instituto Doe Seu Lixo, oferecendo oportunidade às pessoas que viviam abaixo da linha de pobreza e dando início à luta pela valorização e profissionalização dos catadores de materiais recicláveis, tornando a reciclagem um negócio sustentável, através de metodologias de gestão para todo o processo produtivo das cooperativas, investimento em tecnologia e capacitação dos catadores. Ao reconhecer a importância das cooperativas para o ciclo produtivo da reciclagem, o Instituto incubou a Socitex Cooperativa, tornando-a pioneira em eficiência e participação na logística reversa no estado do Rio de Janeiro.

No dia 20 de março, o Instituto fez a inauguração da primeira Usina de Triagem e Reciclagem do Estado do Rio de Janeiro (UTR-RJ), um centro de excelência em triagem de resíduos sólidos recicláveis urbanos, com equipamentos de alta tecnologia operados por catadores capacitados, algo inédito em gestão de resíduos por cooperativas.

É imerso neste cenário de sustentabilidade que o Rio Eco Moda tem tudo para ser um projeto que marcará o calendário de eventos do Rio de Janeiro, devido ao seu ineditismo e a sua bandeira ecológica. Serão desfiles de grifes que utilizam materiais ecológicos em suas produções, mesa-redonda com o tema “A Importância de Pensar Verde na Moda” com grandes nomes do mundo fashion, exposição de fotos, além de coquetel para os convidados presentes. Tudo isso ocorrerá na própria sede do Instituto Doe Seu Lixo, no mês de novembro de 2012.


Rio Eco Moda 2012:
Exposição de fotos, mesa-redonda, desfiles e conscientização ambiental.
Local: Instituto Doe Seu Lixo - Rua Pedro Alves, 240 - Leopoldina / Santo Cristo – G 8 – RJ
Data: novembro de 2012
Horário: Às 18hrs
Realização: Instituto Doe Seu Lixo
Madrinha: Isabel Fillardis

Para maiores informações:
Olga Bon // olga@staffcompany.com.br // 21 9465. 1756
Vinícius Belo // vinicius@staffcompany.com.br // 21 7708.8278

Fonte: http://www.hiperfashion.org/news/2012/04/rio-eco-moda-2012/

Artesãs da Rocinha abrem loja em Shopping no Rio

Costureiras, Artesãs e Empreendedoras de sucesso.


Foto: http://www.rocinha.org/arteeastral/view.asp?id=2776

A Cooperativa de Trabalho Artesanal e de Costura da Rocinha (Coopa-Roca) deu mais um importante passo para o reconhecimento e consolidação da sua marca no mundo da moda. Além de participar com seus maravilhosos trabalhos em desfiles de moda, como o Fashion Rio, a Coopa-Roca abriu sua primeira loja num dos mais badalados shoppings do Rio, o Fashion Mall.

Com 31 anos de existência, a Coopa-Roca com apoio do Sebrae , venderá objetos de decoração, acessórios e roupas femininas, todos confeccionados pelas 60 artesãs da comunidade.

"É surpreendente e gratificante para a gente. Estamos muito orgulhosas por ver o nosso trabalho e esforço reconhecidos e elogiados por todos”, declarou Sidnélia Santana de Oliveira, uma das cooperadas.
"A inauguração dessa loja significa uma conquista e o reconhecimento de muitos anos de trabalho, compromisso e persistência de quase 100 artesãs da Rocinha. Elas trabalham com decoração, vestuário, crochê e bordados. Estamos muito felizes”, afirmou Tetê Leal, fundadora e coordenadora da cooperativa desde 1981.

Com o auxílio do Sebrae RJ, elas receberam consultorias sobre organização, gestão financeira, formação de preços, etc e adequaram seus produtos para um novo mercado mais competitivo e moderno.

27 de maio de 2012

CHAPADA DIAMANTINA

Nem só de praia é formada a paisagem da Bahia. No coração do estado está um dos mais belos cenários do país, salpicado de cachoeiras, grutas, serras e vales.

Chapada Diamantina
Uma das principais cidades da Chapada é Lençóis, com suas ruas de paralelepípedos e casario colonial que abriga pousadas, restaurantes e agências que oferecem atividades pelo parque e arredores. São muitas as opções de passeios – feitos sempre caminhando. Imperdíveis são os que levam aos cartões-postais: morro do Pai Inácio, com 1.200 metros de altitude, vista panorâmica e ponto de contemplação de um belíssimo pôr do sol; e cachoeira da Fumaça, a maior do país, com 380 metros de queda.



Como as atrações ficam distantes umas das outras, vale a pena pernoitar em outras cidades e povoados, como Mucugê, Andaraí, Igatu e Caeté-Açu, que oferecem charmosas pousadinhas e muita hospitalidade, além de guardarem e contarem histórias do Ciclo dos Diamantes.

As casas dos nativos também se tornam abrigos na Chapada – são nelas que os aventureiros que encaram os cinco dias de caminhada pelo Vale do Paty fazem pernoites, com direito a comida caseira, luz de lampião e muita prosa. A travessia tem 70 quilômetros e surpreende os trekkers do início ao fim. Por todo o percurso surgem recompensas naturais, como platôs, quedas d’água, rios, vales, poços, grutas… não é à toa que a travessia é considerada a mais bonita do Brasil.

A 1.120 metros de altitude, o morro do Pai Inácio descortina a mais bela vista panorâmica da Chapada. São 360 graus de paisagem de tirar o fôlego, ainda mais na hora do pôr-do-sol. Uma subida de 300 metros, vencida em vinte minutos, leva ao topo do cartão-postal, que fica em Palmeiras, a 22 quilômetros do centro de Lençóis.


Morro do Pai Inácio

A cachoeira mais alta do Brasil é a Cachoeira da Fumaça, com 380 metros, é uma das principais atrações da Chapada. A maneira “mais fácil” de vislumbrar a água que jorra de um buraco no paredão é de cima, arrastando-se até a beira do precipício. Para chegar lá é preciso caminhar duas horas (seis quilômetros). Quem pretende apreciar a queda por baixo deve se preparar – partindo de Lençóis, são três dias de caminhada em meio às serras.


Cachoeira da Fumaça


A simpática cidade de Lençóis

Conheça mais cachoeiras...


Cachoeira da Vendinha



E grutas...

Poço Encantado

Poço Azul






É um lugar para descanso mas também para esportes radicais. Lá você vai encontrar: rapel, canyonismo, tirolesa, espeleomergulho, trekking, off-road, balonismo, canoagem, mountain bike, trilhas de cross, etc






Enfim, vale a pena conhecer o nosso país. Até o nosso próximo encontro. 
Pesquise preços de Hotéis na Chapada Diamantina.

Fonte: Férias Brasil

Beijos

26 de maio de 2012

Qual o seu batom?

Os novos batons matte de Natura Una chegaram com oito lindas cores com a cara do inverno.



“O batom matte desliza fácil nos lábios, ajuda a hidratar e tem maior fixação que o batom cremoso”, explica o maquiador Marcos Costa.
Conheça as cores:

Boca 50

Boca 51

Marrom 50

Rosa 50

Rosa 51

Vermelho 50

Vermelho 51

Vinho 50
Fotos: Paschoal Rodriguez


Veja os lançamentos e todas as dicas de Marcos Costa no site
http://www.adoromaquiagem.com.br

DECORANDO COM VERMELHO

Gosta de cores fortes, mas tem medo de usá-las em casa? Aqui vão algumas dicas para você aplicar sua cor favorita, sem erros.
Vermelho...




















Mas lembre-se, por ser uma cor muito energética e vibrante, pode provocar excitação e nervosismo. Na dúvida, opte por detalhes como almofadas, vasos com flores, pequenos objetos e quadros. Boa Sorte!
Fonte: http://melmorenaboutique.blogspot.com.br/search/label/Vermelho

25 de maio de 2012

Dilma veta 12 artigos e propõe 32 mudanças no Código Florestal


A presidente Dilma Rousseff vetou parcialmente as propostas de mudança no Código Florestal. A decisão foi divulgada na tarde desta sexta-feira (25), através do ministro da Advocacia Geral da União, Luis Inácia Adams. Segundo ele, 12 artigos foram vetados e outros 32 pontos sofreram modificações.


O texto com todas as informações quanto às decisões da presidente será divulgado somente na próxima segunda-feira (28). No entanto, os ministros aproveitaram o anúncio para esclarecer algumas dúvidas e fornecer uma prévia do documento.

Em sua fala a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, deixou claro que o intuito do governo é prezar pela preservação ambiental. Por isso, ao contrário do que fora proposto pela Câmara, as Áreas de Preservação Permanente não sofrerão modificações e a anistia aos desmatadores também está fora de cogitação.

Izabella ainda falou que o monitoramento e a fiscalização em relação às florestas serão feitos com base em imagens de satélite, coletadas desde a década de 30. Segundo ela, os dados utilizados serão abertos a todos, para que haja maior transparência nas informações.

Os manguezais eram um dos pontos mais divergentes entre ambientalistas e ruralistas. Uma das propostas incluía a redução da área de mangue protegida. No entanto, a ministra do Meio Ambiente garante que esses locais continuarão a ser APP, portanto continuam protegidos pela lei.

O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, também defendeu a decisão da presidente Dilma. Ele explicou que não é necessário desmatar para produzir mais. Segundo ele, pesquisas científicas comprovam que a inovação tecnológica permite a expansão da produção, sem que o meio ambiente seja prejudicado.

O texto com todos os detalhes da decisão presidencial ainda não está disponível e será liberado somente na segunda-feira (28).

Ativistas comemoram a decisão

A educadora e advogada especializada na área ambiental, Aline Arruda, é uma das ativistas que comemorou a decisão de Dilma.

“A presidenta cumpriu sua palavra e vetou as questões mais polêmicas do Projeto como a Anistia e a flexibilização dos municípios poderem legislar quanto a Reserva Legal e ainda alguns artigos considerados inconstitucionais foram modificados. O ponto mais crítico, em se tratando de segurança jurídica, era a Anistia e o infrator deverá recuperar da área desmatada com monitoramente do órgão ambiental. Hoje é um dia muito especial após anos de manifestações, estudos, campanha, nós ganhamos uma batalha na luta por uma sociedade mais sustentável equilibrando crescimento econômico e preservação ambiental”, declarou em entrevista ao CicloVivo.

Assim como Aline, outros ativistas se manifestaram através das redes sociais e em mobilizações por todo o país. O ponto mais comemorado é a não anistia aos produtores que desmatam áreas preservadas. Mesmo assim, alguns ambientalistas ainda lamentam o fato de a presidente não ter vetado tudo o que fora proposto.

Por Thaís Teisen - Redação CicloVivo


Fonte: http://ciclovivo.com.br/noticia.php/4934/dilma_veta_12_artigos_e_propoe_32_mudancas_no_codigo_florestal/

VAMOS FICAR ATENTOS

 Vetos ao Código Florestal serão apresentados às 14h



A decisão sobre o veto tem movimentado o Palácio do Planalto nos últimos dias, com reuniões diárias sobre o assunto. | Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

A presidente Dilma Rousseff se reuniu nesta sexta-feira (25) com os líderes do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), e no Congresso, senador José Pimentel (PT-CE), para apresentar a decisão sobre os vetos ao Código Florestal, antes do anúncio oficial, que será feito às 14h em uma entrevista coletiva com os ministros do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, da Agricultura, Mendes Ribeiro, e do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas.


O texto, aprovado pela Câmara no fim de abril, deixou fora pontos que haviam sido negociados pelo governo durante a tramitação no Senado. A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse que, após a reunião com líderes do governo, vai sugerir que a presidenta reúna todos os líderes partidários para apresentar a proposta antes do anúncio oficial. “A reação da opinião pública confirma a tese que defendíamos de que seria melhor termos apostado no acordo do Senado”, disse Ideli, de acordo com a assessoria de imprensa da Presidência.

A decisão sobre o veto tem movimentado o Palácio do Planalto nos últimos dias, com reuniões diárias sobre o assunto. O encontro da última quinta-feira (24) durou mais de sete horas e reuniu a presidenta, os ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro; do Meio Ambiente, Izabella Teixeira; do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas; da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, o advogado-geral da União, Luis Inácio Adams, além de representantes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Agência Nacional de Águas (ANA).

O vice-presidente Michel Temer adiantou que a presidente deverá vetar parcialmente o novo código, mas não detalhou quais os pontos do texto serão derrubados.

Entre os pontos polêmicos da nova lei florestal estão, por exemplo, a possibilidade de anistia a quem desmatou ilegalmente e a redução dos parâmetros de proteção de áreas de preservação permanente (APPs).

Desde a aprovação do novo código na Câmara, organizações ambientalistas e movimentos sociais lideram um movimento, chamado “Veta, Dilma”, pedindo que a presidenta derrube os pontos considerados mais críticos do projeto. Os protestos se intensificaram essa semana e hoje um grupo de manifestantes deve fazer uma vigília em frente ao Palácio do Planalto para pedir a derrubada do texto. Parte do grupo tentou subir a rampa de acesso ao prédio, mas foi impedido pela segurança presidencial.

Por Luana Lourenço - Agência Brasil


Podres Poderes

Não é para produzir alimentos, como argumentam ruralistas, que precisamos desmatar
Luiz Antonio Martinelli* e Paulo Moutinho**
Luiz Antonio Martinelli, presidente, e Paulo Moutinho, diretor executivo do IPAM, respondem a artigo sobre desmatamento e produção agrícola, publicado na revista Nature. A carta foi publicada na versão de setembro de 2010 da revista. O artigo “Food: The global farm” pode ser lido, em inglês, no site da Nature.
“Acreditamos ser prematura a conclusão de que já não há uma correlação direta entre a produção de alimentos no Brasil e o desmatamento na Amazônia (Nature 466, 554-556, 2010). Um aumento da procura por commodities de exportação, como soja e carne, por mercados internacionais, irá resultar em mais desmatamento de florestas tropicais.
Ainda há potencial para um grande aumento da produtividade, uma vez que grandes produtores de exportação são incentivados por empréstimos do governo a taxas favoráveis e alívio de dívidas com isenções fiscais, o que, por sua vez, atrai investimentos para pesquisas e desenvolvimento.
Além disso, o Congresso brasileiro propôs grandes mudanças estruturais no Código Florestal que poderiam levar a mais desmatamento, ameaçando a preservação do mais importante bioma brasileiro. As culturas básicas locais – arroz, feijão e mandioca – são responsáveis por pouco desmatamento. Os pequenos agricultores que produzem esses continuam a sofrer com pouco crédito e dívidas pesadas, frágil situação fundiária, investimentos insuficientes para o desenvolvimento de técnicas de produção e condições inferiores de armazenamento para seus produtos.
A exploração agrícola global deve ser socialmente justa e ambientalmente amigável. Mesmo que a política agrícola brasileira esteja a caminho de cumprir estas condições, ainda não estamos lá.”

* Luiz Antonio Martinelli, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura, Universidade de São Paulo, Piracicaba, e Stanford University, Stanford, EUA
** Paulo Moutinho, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, Brasília, DF, Brasil

24 de maio de 2012

Microempresários terão capacitação gratuita em espaço do Sebrae na Rio+20


Quem puder participar, vale a pena!

Alana Gandra, da Agência Brasil
Estão abertas as inscrições para micro e pequenos empreendedores se capacitarem na Tenda Sebrae Educação, que o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) vai promover no Aterro do Flamengo entre os dias 15 e 23 de junho. O evento faz parte da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, programada para esse mês.
O gerente da Unidade de Inovação e Tecnologia do Sebrae nacional, Ênio Pinto, informou à Agência Brasil que a proposta é fazer capacitações ligadas à temática da sustentabilidade. “O público-alvo são empresários que queiram adotar práticas sustentáveis em seus empreendimentos. A gente vai falar de eficiência energética, de gestão ambiental, de tratamento de resíduos. Ou seja, a gente vai falar aos empresários como eles podem adotar práticas sustentáveis que tornem o empreendimento mais competitivo”.
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pelo hotsite do Sebrae na Rio+20, no portal da entidade. Os pequenos empresários que fizerem a pré-inscrição participarão de clínicas tecnológicas, minicursos e palestras. As inscrições se estenderão até acabar as 2 mil vagas oferecidas, destacou Ênio Pinto. “Há uma demanda boa”, destacou.
Também no Parque do Flamengo, o Sebrae vai promover durante a Rio+20 a Feira do Empreendedor Verde e a Mostra Sebraetec. Segundo o gerente de Inovação, um candidato a empresário que pretenda abrir um negócio levando em conta a questão ambiental, um negócio verde, terá a oportunidade de interagir com pessoas que estão “vendendo negócios, como franquias, equipamentos para montagem de empresas, que já conhecem a questão da sustentabilidade”.
A Mostra Sebraetec, que será realizada no espaço situado atrás do Museu de Arte Moderna (MAM), no Aterro do Flamengo, no mesmo período, é destinada a empresários já estabelecidos que pretendem transformar seu empreendimento em um negócio verde.
“Ele é um empresário tradicional e quer adotar, por exemplo, a questão da eficiência energética, da separação do lixo, do reaproveitamento de água. Se ele quer inovar em seu empreendimento com conteúdo sustentável, terá nessa Mostra Sebraetec entidades parceiras do Sebrae que realizam essas consultorias para implementação de práticas sustentáveis em pequenos negócios”. O mais interessante, acrescentou Ênio Pinto, é que essa consultoria é subsidiada pelo Sebrae. “O Sebrae paga até 90% do que for cobrado em uma consultoria dessas”.
O Sebrae montará também na Rio+20, no Parque dos Atletas, em Jacarepaguá, na zona oeste da cidade, um estande interativo, cuja abertura está prevista para 13 de junho, com encerramento no dia 24. Nesse estande institucional, o Sebrae nacional mostrará os principais projetos apoiados na área de sustentabilidade, como parcerias com incubadoras verdes e com empresas de reciclagem. Haverá restrições para a visitação popular apenas nos dias 20, 21 e 22 de junho, quando ocorrerá a Cúpula dos Chefes de Estado da Rio+20 e o local ficará aberto apenas para delegações estrangeiras oficiais.
Ainda no Parque dos Atletas, será promovido, no dia 18 de junho, o Seminário Sebrae+20. O evento ocorrerá no auditório do Comitê Nacional Organizador da Rio+20, no horário das 14 às 18h, e vai tratar da importância da pequena empresa nos processos sustentáveis. “A nossa pregação é que uma pequena empresa, adotando práticas sustentáveis, tem uma contribuição pequena na preservação ambiental e nos aspectos sociais. Mas, se a massa das pequenas empresas, que representam 99% dos negócios formais nesse país, resolver aderir, a gente, efetivamente, vai ter uma contribuição gigantesca na questão sustentável, dentro deste país”, disse Ênio Pinto.
Ele lembrou que o Sebrae orienta 6 milhões de pequenos negócios “e está entrando para valer na briga pela sustentabilidade”. Acrescentou que a adoção de práticas sustentáveis torna o pequeno empreendimento mais competitivo porque reduz custos e desperdícios e, ao mesmo tempo, consegue aumentar sua receita, “porque já existe um consumo consciente. Aí, ela (a empresa) fica mais atrativa, mais competitiva que a média das empresas que não têm essas práticas sustentáveis”, concluiu.
(Agência Brasil)
Fonte: http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/microempresarios-terao-capacitacao-gratuita-em-espaco-do-sebrae-na-rio20/


Veja também: Pesquisa revela que apenas 6% dos brasileiros sabem o que é a Rio+20

Empreendedora faz sucesso ao vender sacolas ecológicas


Trocou trabalho por um prato de comida e um lugar para dormir

EcoD
Ex-empregada doméstica, a empresária Lucineide Nascimento descreve com orgulho a época mais difícil de sua vida, quando trocou trabalho por um prato de comida e um lugar para dormir. Enfrentando todo tipo de adversidade, encontrou na responsabilidade social uma oportunidade de negócio, segundo informou a Agência Sebrae de Notícias (ASN).

“Depois do emprego como doméstica, consegui ser representante de uma linha de produtos de R$ 1,99. Eram dias sem descanso, vendendo em lojas populares de toda a cidade. A experiência foi importante. Vi que os empresários colocavam os produtos em sacolas plásticas. Eles compravam quantidades enormes de sacolas. Imaginei que uma embalagem retornável diminuiria o custo da empresa e ajudaria o meio ambiente. Foi assim que tudo começou”, explicou a empreendedora à ASN.

Hoje, a Edilu Sacolas Ecológicas emprega quatro pessoas e funciona na própria residência de Lucineide, em um bairro da Zona Sul de São Paulo. No começo, entre os produtos vendidos, Lucineide oferecia as sacolas ecológicas, feitas em algodão natural cru. “Isso ocorreu em 2007, quando nem se falava na substituição das sacolas plásticas nos supermercados”, lembrou.

Em 2008, a empresária deixou a representação dos produtos populares para se dedicar ao negócio e criou a marca Edilu Sacolas Ecológicas. Um produto de sucesso é a sacola que, quando fechada, transforma-se em um pequeno estojo para ser guardado na bolsa. “As mulheres são as que, normalmente, vão ao supermercado. Se a sacola estiver na bolsa, não há como esquecer”, enfatizou.

Além do varejo, o estabelecimento fabrica sacolas para empresas e instituições. Entre os parceiros, está a Associação da Agricultura Orgânica, o Centro de Voluntariado do Estado de São Paulo, o projeto Faça Parte, entre outros. Frases estampadas nas sacolas, ressaltando a preocupação com o meio ambiente, como “Preserve hoje para que exista o amanhã” ou “Recicle, a natureza agradece”, têm chamado a atenção de representantes de grandes redes varejistas, reforça Lucineide.

Fonte: http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/empreendedora-faz-sucesso-ao-vender-sacolas-ecologicas/

Galeano fala sobre Ecologia - final




3- Entre o capital e o trabalho, a ecologia é neutra.
Poder-se-á dizer qualquer coisa de Al Capone, mas ele era um cavalheiro: o bondoso Al sempre enviava flores aos velórios de suas vítimas… As empresas gigantes da indústria química, petroleira e automobilística pagaram boa parte dos gastos da Eco-92: a conferência internacional que se ocupou, no Rio de Janeiro, da agonia do planeta. E essa conferência, chamada de Reunião de Cúpula da Terra, não condenou as transnacionais que produzem contaminação e vivem dela, e nem sequer pronunciou uma palavra contra a ilimitada liberdade de comércio que torna possível a venda de veneno.
No grande baile de máscaras do fim do milênio, até a indústria química se veste de verde. A angústia ecológica perturba o sono dos maiores laboratórios do mundo que, para ajudarem a natureza, estão inventando novos cultivos biotecnológicos. Mas, esses desvelos científicos não se propõem encontrar plantas mais resistentes às pragas sem ajuda química, mas sim buscam novas plantas capazes de resistir aos praguicidas e herbicidas que esses mesmos laboratórios produzem. Das 10 maiores empresas do mundo produtoras de sementes, seis fabricam pesticidas (Sandoz-Ciba-Geigy, Dekalb, Pfizer, Upjohn, Shell, ICI). A indústria química não tem tendências masoquistas.
A recuperação do planeta ou daquilo que nos sobre dele implica na denúncia da impunidade do dinheiro e da liberdade humana. A ecologia neutra, que mais se parece com a jardinagem, torna-se cúmplice da injustiça de um mundo, onde a comida sadia, a água limpa, o ar puro e o silêncio não são direitos de todos, mas sim privilégios dos poucos que podem pagar por eles. Chico Mendes, trabalhador da borracha, tombou assassinado em fins de 1988, na Amazônia brasileira, por acreditar no que acreditava: que a militância ecológica não pode divorciar-se da luta social. Chico acreditava que a floresta amazônica não será salva enquanto não se fizer uma reforma agrária no Brasil.
Cinco anos depois do crime, os bispos brasileiros denunciaram que mais de 100 trabalhadores rurais morrem assassinados, a cada ano, na luta pela terra, e calcularam que quatro milhões de camponeses sem trabalho vão às cidades deixando as plantações do interior. Adaptando as cifras de cada país, a declaração dos bispos retrata toda a América Latina. As grandes cidades latino-americanas, inchadas até arrebentarem pela incessante invasão de exilados do campo, são uma catástrofe ecológica: uma catástrofe que não se pode entender nem alterar dentro dos limites da ecologia, surda ante o clamor social e cega ante o compromisso político.


4- A natureza está fora de nós.
Em seus 10 mandamentos, Deus esqueceu-se de mencionar a natureza. Entre as ordens que nos enviou do Monte Sinai, o Senhor poderia ter acrescentado, por exemplo: “Honrarás a natureza, da qual tu és parte.” Mas, isso não lhe ocorreu. Há cinco séculos, quando a América foi aprisionada pelo mercado mundial, a civilização invasora confundiu ecologia com idolatria. A comunhão com a natureza era pecado. E merecia castigo.
Segundo as crônicas da Conquista, os índios nômades que usavam cascas para se vestirem jamais esfolavam o tronco inteiro, para não aniquilarem a árvore, e os índios sedentários plantavam cultivos diversos e com períodos de descanso, para não cansarem a terra. A civilização, que vinha impor os devastadores monocultivos de exportação, não podia entender as culturas integradas à natureza, e as confundiu com a vocação demoníaca ou com a ignorância. Para a civilização que diz ser ocidental e cristã, a natureza era uma besta feroz que tinha que ser domada e castigada para que funcionasse como uma máquina, posta a nosso serviço desde sempre e para sempre. A natureza, que era eterna, nos devia escravidão.
Muito recentemente, inteiramo-nos de que a natureza se cansa, como nós, seus filhos, e sabemos que, tal como nós, pode morrer.

Eduardo Hughes Galeano, jornalista e escritor uruguaio. É autor de mais de quarenta livros, que já foram traduzidos em diversos idiomas. Suas obras transcendem gêneros ortodoxos, combinando ficção, jornalismo, análise política e História. Sua obra mais famosa é o livro “Veias Abertas da América Latina”

Fonte: http://inversocontraditorio.blogspot.com.br/2011/11/galeano-fala-sobre-ecologia.html

22 de maio de 2012

Governo brasileiro tenta desviar foco ambiental na Rio+20


"Não há problema em discutir o conceito, desde que (...) vise às atividades econômicas e à inclusão social em primeiro lugar", disse o ministro do Desenvolvimento Agrário,  Pepe Vargas l Foto: Wilson Dias/ABr

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, posicionou o governo brasileiro quanto a pauta da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

De acordo com o ministro, o governo brasileiro só irá discutir o conceito de economia verde se a pauta envolver sustentabilidade e desenvolvimento social. O governo teme que o tema seja usado pelos países desenvolvidos para impor medidas protecionistas.

“Não há problema em discutir o conceito, desde que signifique uma economia que vise às atividades econômicas e à inclusão social em primeiro lugar. Atividades econômicas que visem à inclusão social, redução de emissão de carbono, preservação dos recursos naturais estratégicos”, disse em declaração feita no dia 24 do mês passado. “Se for dentro desses termos, não teremos problemas em discutir. Se for para justificar outras coisas, não queremos discutir a economia verde”, completou.

A economia verde, com enfoque especial às questões ambientais, é um dos principais temas a serem discutidos na Rio+20. Entretanto, de acordo com a Agência Brasil, ainda não há consenso sobre o assunto. Segundo negociadores brasileiros, o problema estaria na desconfiança de países em desenvolvimento de que o instrumento crie brechas para, no futuro, justificar medidas protecionistas, como barreiras comerciais, imposição de padrões tecnológicos e pré-condições para receber ajuda externa.

Questões ambientais

Esta medida, porém, pode ser uma estratégia do governo para evitar debates em assuntos polêmicos como a alteração do Código Florestal brasileiro, que foi votado na Câmara dos Deputados, e obras de hidrelétricas em regiões amazônicas, como a de Belo Monte, que vêm sofrendo fortes protestos de movimentos ativistas internacionais.

O documento com a pauta dos temas a serem debatidos na Rio+20 foi bastante criticado pelo embaixador Rubens Ricupero, que foi um dos negociadores da Eco92. Para ele, o foco da reunião deveria ser mais voltado para as questões ambientais.

Segundo ele, os três pilares da sustentabilidade são obtidos somente a partir da preocupação com o meio ambiente. “As pessoas não percebem que o ambiente é a condição de possibilidade dos pilares econômico e social. O foco da conferência Rio+20 deve ser ambiental”, defendeu Ricupero em entrevista à Folha.

Mayra Rosa – Redação CicloVivo

Com informações da Agência Brasil e da Folha.

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1- Somos todos culpados pela ruína do planeta.
A saúde do mundo está feito um caco. “Somos todos responsáveis”, clamam as vozes do alarme universal, e a generalização absolve: se somos todos responsáveis, ninguém é. Como coelhos, reproduzem-se os novos tecnocratas do meio ambiente. É a maior taxa de natalidade do mundo: os experts geram experts e mais experts que se ocupam de envolver o tema com o papel celofane da ambiguidade.
Eles fabricam a brumosa linguagem das exortações ao “sacrifício de todos” nas declarações dos governos e nos solenes acordos internacionais que ninguém cumpre. Estas cataratas de palavras – inundação que ameaça se converter em uma catástrofe ecológica comparável ao buraco na camada de ozônio – não se desencadeiam gratuitamente. A linguagem oficial asfixia a realidade para outorgar impunidade à sociedade de consumo, que é imposta como modelo em nome do desenvolvimento, e às grandes empresas que tiram proveito dele. Mas, as estatísticas confessam.
Os dados ocultos sob o palavreado revelam que 20% da humanidade comete 80% das agressões contra a natureza, crime que os assassinos chamam de suicídio, e é a humanidade inteira que paga as consequências da degradação da terra, da intoxicação do ar, do envenenamento da água, do enlouquecimento do clima e da dilapidação dos recursos naturais não-renováveis. A senhora Harlem Bruntland, que encabeça o governo da Noruega, comprovou recentemente que, se os 7 bilhões de habitantes do planeta consumissem o mesmo que os países desenvolvidos do Ocidente, “faltariam 10 planetas como o nosso para satisfazerem todas as suas necessidades”. Uma experiência impossível.
Mas, os governantes dos países do Sul que prometem o ingresso no Primeiro Mundo, mágico passaporte que nos fará, a todos, ricos e felizes, não deveriam ser só processados por calote. Não estão só pegando em nosso pé, não: esses governantes estão, além disso, cometendo o delito de apologia do crime. Porque este sistema de vida que se oferece como paraíso, fundado na exploração do próximo e na aniquilação da natureza, é o que está fazendo adoecer nosso corpo, está envenenando nossa alma e está deixando-nos sem mundo.

2- É verde aquilo que se pinta de verde.
Agora, os gigantes da indústria química fazem sua publicidade na cor verde, e o Banco Mundial lava sua imagem, repetindo a palavra ecologia em cada página de seus informes e tingindo de verde seus empréstimos. “Nas condições de nossos empréstimos há normas ambientais estritas”, esclarece o presidente da suprema instituição bancária do mundo. Somos todos ecologistas, até que alguma medida concreta limite a liberdade de contaminação.
Quando se aprovou, no Parlamento do Uruguai, uma tímida lei de defesa do meio-ambiente, as empresas que lançam veneno no ar e poluem as águas sacaram, subitamente, da recém-comprada máscara verde e gritaram sua verdade em termos que poderiam ser resumidos assim: “os defensores da natureza são advogados da pobreza, dedicados a sabotarem o desenvolvimento econômico e a espantarem o investimento estrangeiro.”
O Banco Mundial, ao contrário, é o principal promotor da riqueza, do desenvolvimento e do investimento estrangeiro. Talvez, por reunir tantas virtudes, o Banco manipulará, junto à ONU, o recém-criado Fundo para o Meio-Ambiente Mundial. Este imposto à má consciência vai dispor de pouco dinheiro, 100 vezes menos do que haviam pedido os ecologistas, para financiar projetos que não destruam a natureza. Intenção inatacável, conclusão inevitável: se esses projetos requerem um fundo especial, o Banco Mundial está admitindo, de fato, que todos os seus demais projetos fazem um fraco favor ao meio-ambiente.
O Banco se chama Mundial, da mesma forma que o Fundo Monetário se chama Internacional, mas estes irmãos gêmeos vivem, cobram e decidem em Washington. Quem paga, manda, e a numerosa tecnocracia jamais cospe no prato em que come. Sendo, como é, o principal credor do chamado Terceiro Mundo, o Banco Mundial governa nossos escravizados países que, a título de serviço da dívida, pagam a seus credores externos 250 mil dólares por minuto, e lhes impõe sua política econômica, em função do dinheiro que concede ou promete.
A divinização do mercado, que compra cada vez menos e paga cada vez pior, permite abarrotar de mágicas bugigangas as grandes cidades do sul do mundo, drogadas pela religião do consumo, enquanto os campos se esgotam, poluem-se as águas que os alimentam, e uma crosta seca cobre os desertos que antes foram bosques.
Continua...

Fonte: http://inversocontraditorio.blogspot.com.br/2011/11/galeano-fala-sobre-ecologia.html