ARTE E SUSTENTABILIDADE PARA UMA VIDA MELHOR.
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14 de junho de 2014

SUSTENTABILIDADE E A COPA DO SANEAMENTO

Os principais afetados são crianças. Entre as internações causadas 
por diarréia, 50% são de crianças até cinco anos.

CIDADES SEDE DA COPA GASTAM BILHÕES, MAS AINDA SOFRERÃO COM A FALTA DE SANEAMENTO BÁSICO


O Brasil vive diariamente o sentimento de sediar o maior evento de futebol. A Copa do Mundo, que se iniciou dia 12 de junho em São Paulo, pode nos deixar animados, mas não deixará legados relevantes. Melhoria na água tratada, na coleta e tratamento dos esgotos, por exemplo, mais uma vez foram esquecidos pelos gestores públicos e as doze capitais que receberão os jogos da Copa evoluíram timidamente nesses serviços essenciais para a população.

Em muitos casos, o contraste entre a beleza dos novos estádios, “Padrão Fifa”, será muito gritante, pois fora do estádio encontrará uma realidade bem distinta, com até mesmo esgotos percorrendo as principais ruas de alguns desses grandes municípios.

O “Ranking do Saneamento Básico” divulgado ano passado pelo Instituto Trata Brasil (dados do SNIS 2011) classificou as 100 maiores cidades do país de acordo com os serviços prestados à população. Ao fazer um recorte das 12 capitais que irão receber os jogos, a situação não é das melhores. Apenas Curitiba, capital do Paraná, está entre as dez melhores cidades. Todos os curitibanos já recebiam água tratada, 96% da população tinha esgoto coletado e 87% do esgoto era tratado. A capital do país, Brasília, figurava na 15ª posição, com Belo Horizonte e São Paulo na 18ª e 23ª posição.

Para o presidente do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, é triste ver que a chegada da Copa não trará nenhum avanço nesses serviços: “Saneamento básico deveria ser a primeira coisa a ser resolvida quando falamos nas melhorias necessárias para a Copa do Mundo. Cidades como Natal, Manaus, Cuiabá, Recife, por exemplo, ainda possuem grandes problemas nessa área e poderiam ter evoluído muito com os recursos da Copa, mas infelizmente, como todas as outras cidades sede, não aproveitaram esse momento.”

A cidade de Natal, considerada a mais crítica no “Ranking do Saneamento”, tinha em 2011 apenas 33% do esgoto tratado. Já o estado da Bahia, que tem Salvador como sede dos jogos, apresentou, em 2013, 45 mil internações por doenças infecciosas relacionadas ao contato com água contaminada. Nesse mesmo ano, Minas Gerais contabilizou R$ 16 milhões de gastos com horas não trabalhadas devido aos afastamentos de trabalhadores por diarreia ou vômito – doenças relacionadas à falta de saneamento. Em Mato Grosso, onde Cuiabá sediará três jogos da primeira fase, a valorização dos imóveis poderia atingir até 10% caso a universalização do saneamento básico.

A situação é crítica, segundo os dados do próprio Governo Federal: segundo dados de 2012, somente 48,3% da população possui coleta de esgoto 38,7% dos esgotos são tratados. “O Governo tem como meta universalizar os serviços de água e esgotos até 2033, portanto em 20 anos, mas o setor precisaria investir ao menos R$ 15 bilhões por ano e estamos muito longe disso. No ritmo atual só teremos saneamento para todos próximos a 2050.”, enfatizou Édison Carlos.




Porque isso nos afeta? Nos emocionamos com o Hino Nacional sendo cantado por milhares de pessoas com "patriotismo à flor da pele" em estádios luxuosos, mas somos indiferentes ao esgoto correndo a céu aberto ao redor dos mesmos estádios. Projetos lindos, modernos, mobilidade urbana e com problemas dos tempos da colonização

Que diabos de patriotismo é esse? Deveríamos ter vergonha em ler esse tipo de notícia no século XXI. O país se resume a isso, uma disputa internacional de futebol?

Essa matéria está aqui para lembrar que saneamento é problema das prefeituras, dos governos estaduais e governo federal.  Saneamento não é desse ou daquele partido, mesmo assim, após a Copa vai começar pra valer a disputa eleitoral. Pensem nisso. Homens continuem trabalhando e acompanhando todos os jogos (os estaduais também) e nós mulheres trabalhando, lógico, e entre um batom e outro, entre um vestido e um sapato novos, pensemos melhor, acompanhemos pelo menos um pouco os debates e escolhamos com consciência os nossos representantes.

Diversão é um direito, mas melhorar as condições básicas de vida inclusive para as próximas gerações, é dever de todos.

Beijos







12 de junho de 2014

SUSTENTABILIDADE PARA MULHERES

Olá pessoal!



Os absorventes descartáveis se tornaram utensílio imprescindível para as brasileiras, mas apesar de serem aparentemente inofensivos, também causam impacto ambiental.



Isso porque uma mulher utiliza mais de onze mil absorventes descartáveis na vida. Cada um deles, pode levar até cem anos para se decompor - é possível ter uma dimensão dos estragos que um utensílio tão simples e prático pode causar. Além da preocupação com o meio ambiente, o processo industrial pelo qual eles passam podem deixar resíduos que causam danos à saúde feminina.

Uma das soluções para esse problema, é antiga e muito usada antes deles surgirem. As toalhinhas. Elas hoje são produzidas com algodão antialérgico e foram batizadas de absorventes ecológicos.




A Morada da Floresta é exemplo de empresa que produz esse tipo de produto. Em sua loja virtual, são comercializados dois tipos: o ecoabsorvente e o bioabsorvente. 
Outra alternativa, é o coletor menstrual. Chamado de Mooncup, ele é feito de silicone, possui formato de taça e pode ser reutilizado por aproximadamente dez anos.

Veja o vídeo com Ana Paula Spinola, idealizadora da Morada da Floresta:


Fonte: Ciclovivo

Beijos

4 de junho de 2014

ÁGUA POTÁVEL. ATÉ QUANDO?

SEM CHUVA, SABESP VÊ CANTAREIRA SECO EM OUTUBRO

                                                                           
O Sistema Cantareira, principal reservatório que abastece a região metropolitana, pode ficar totalmente seco em outubro, prevê a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). O estudo se baseia, no entanto, no pior cenário para chuvas na região até o final do ano. A hipótese vale para uma situação em que as chuvas no manancial sejam iguais ou menores a 50% das mínimas históricas.
O estudo pessimista, de acordo com a empresa, foi feito por obrigatoriedade do comitê que acompanha a crise no Sistema Cantareira, gerido pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo Departamento de Água e Energia Elétrica (Daee) do estado. Segundo o comitê, para que haja água até o dia 30 de novembro, prazo de duração do chamado 'volume morto', seriam necessários mais 51 milhões de m³....


Em artigo publicado no último domingo, a presidente da Sabesp, Dilma Pena, reforçou as ações da empresa contra o desperdício na rede de distribuição de água e garantiu que a redução de perdas registradas pela companhia é suficiente para abastecer uma cidade no porte de Curitiba (PR), com 2 milhões de habitantes.

Fonte: brasil247

Muito bem, aí você pergunta: o que tenho a ver com isso? Respondo: tudo.

A água é um bem de todos e não é inesgotável. Para que chegue às nossas torneiras passa por um processo longo e caro, afinal vem de rios altamente poluídos. Tratamentos para dessalinizar a água do mar são mais caros ainda e no Brasil não se pensa no futuro, apesar de ser slogan de governo portanto, não há usinas de dessalinização, como em outros países (Israel por exemplo).

Vivemos ainda o risco de um apagão, já que a maior parte das usinas são hidrelétricas e as medidas do governo são: abafar o caso com Copa do Mundo (não se espantem se o Brasil ganhar), eleições e por fim, jogar todos os problemas para 2015 (inclusive o aumento da conta de energia para TODOS). O medo é tanto, que já interfere na Bolsa de Valores.

O que acontece em São Paulo é só a ponta de um iceberg perigoso no qual vamos bater a qualquer momento. É pessimismo ou a população (todos nós) vive alienada e não quer sair desse estado por ser bem mais confortável? Alienada? Não! Fervorosa, eu diria, até porque vai precisar rezar muito pra São Pedro mandar chuva diluviana a partir de outubro (voltando ao título da matéria).

Até quando vamos continuar nessa estagnação? Até quando vamos permitir que políticos manipulem as nossas vidas? Até quando?

Beijos





2 de fevereiro de 2014

TUDO PELA COPA E OLÍMPIADAS


Ônibus anfíbio começa a receber turistas no Rio

Primeiro veículo no Brasil a percorrer água e asfalto em um trajeto turístico
Começou no sábado (1) o passeio com o primeiro ônibus anfíbio do Brasil. O Duck Copacabana desce a rampa da Marina da Glória e entra no mar. O projeto é de empresários brasileiros. 

O passeio custa R$ 100 por pessoa e dura uma hora e meia. O valor supera os R$ 55 dos Trens do Corcovado, e os R$ 62 do Bondinho do Pão de Açúcar. Cariocas com comprovante de residência, crianças de até 10 anos e idosos pagam meia. Como o ônibus só tem 28 lugares, a empresa recomenda que os interessados cheguem antes da hora do passeio. O primeiro horário do dia é às 10h, e, o último, às 17h.


O percurso começa no bairro da Urca, contorna a Enseada de Botafogo e entra no Aterro do Flamengo, passando apenas 20 centímetros abaixo das passarelas do parque. Pelas janelas, passam algumas das paisagens mais características da cidade, como o Cristo Redentor, o vai e vem dos teleféricos entre o Morro da Urca e o Pão de Açúcar e o paisagismo de Burle Marx. Quando passa para o mar, o veículo sai da Marina da Glória e faz uma volta que mostra, além das montanhas do Rio, a orla de Niterói ao longe, os aviões que pousam e decolam no Aeroporto Santos Dumont e a Praia do Flamengo.


Para oferecer o serviço, os empresários tiveram que registrar o veículo no Departamento de Trânsito (Detran) e na Capitania dos Portos. A autorização para navegar levou oito meses para ficar pronta: "Eles exigiram muito porque é um veículo novo e quiseram ter certeza. Testaram de todas as formas e inclinações", diz Ilídio Soares.


O grupo pensa em expandir o serviço em números de ônibus e já trabalha no desenvolvimento de um carro de passeio com as mesmas capacidades.

Fotos: Tânia Regô/Agência Brasil
Fonte: Ciclo Vivo

Boa ideia para as enchentes, não acham?
Beijos e Excelente Semana!




16 de setembro de 2012

Caos no trânsito. Pedágio é a solução?

Governo incentiva compra de carros 0km para população ficar presa no trânsito. E olha que temporada de chuvas ainda não começou...



"Cingapura, Londres, Estocolmo e Milão cobram tarifa de motoristas que trafegam pelas áreas centrais. Em São Paulo, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara já deu parecer favorável à implantação do mesmo esquema. Será que é o melhor caminho para a mobilidade urbana?

Prós
Nas grandes cidades, muitas pessoas se locomovem diariamente para trabalhar nas regiões centrais. O pedágio urbano seria cobrado apenas de quem circula pelo centro em horários de pico de dias úteis. Outras regiões estariam livres dessa tarifa. Ônibus e táxis também seriam isentos. 

Dirigir o próprio carro para ir à região central de uma grande cidade é um conforto que deve ter preço. Não é justo que uma pessoa motorizada, ocupando espaço 20 ou 30 vezes maior nas ruas do que outra que se locomove pelo transporte público, não pague por esse privilégio.
Em São Paulo, o pedágio urbano arrecadaria até R$ 600 milhões por ano. Esse valor seria destinado para melhorias no transporte público. Investimentos em novas linhas de metrô, modernização nos trens e ônibus e tarifas menores para o transporte coletivo também beneficiariam a população. 


TdF opinou Bruna Fernandes - Assim como as estradas, as ruas pedagiadas seriam, em tese, mais bem cuidadas. O pedágio também melhoraria a qualidade do ar nos centros urbanos e incentivaria a utilização de transporte público ou meios de locomoção alternativos. 

Contras
Sozinho, o pedágio urbano sozinho não resolve o problema do trânsito. Para funcionar, a estratégia precisa estar aliada a um sistema de transporte público eficiente, que atenda às regiões mais distantes do centro. Por isso, investimentos no setor, bem como em semáforos inteligentes e engenharia de tráfego, são fundamentais. 

Para diminuir o número de carros circulando, a tarifa teria que ser significativa. Em São Paulo, fala-se em R$ 4 por dia, ou cerca de R$ 80 por mês. Com o preço baixo, a maioria seguiria usando carro e congestionando ruas e avenidas. Em Londres, o pedágio diário custa o equivalente a R$ 25. 

O pedágio seria uma medida impopular no Brasil, que tem uma alta carga tributária, criticada por não resultar em benefícios à população. A tarifa do pedágio urbano seria mais um valor para onerar os cidadãos, que já precisam pagar IPVA, DPVAT, seguro, estacionamento e manutenção do veículo. 

TdF Opinou Pedro Mostaco - A população já paga vários impostos para manter o transporte e as vias públicas. Para melhorar o trânsito urbano, seria preciso usar esses recursos para investimentos em transporte coletivo e na qualidade das ruas. 

Consultoria - Cândido Malta Campos Filho, arquiteto e urbanista da FAU-USP 
Fontes - Artigos O que São Paulo Pode Aprender com o Pedágio Urbano de Londres, de Thiago Guimarães, São Paulo Deve Adotar o Pedágio Urbano?, do secretário municipal de transportes de São Paulo, Marcelo Cardinale Branco, e Soluções Mágicas e Ônibus Superlotados, do doutor em engenharia de transportes Jaime Waisman, e site Planeta Sustentável."

Voltando ao assunto do momento: cuidado em quem você vai votar!

Beijos e excelente semana!

20 de agosto de 2012

Instituto Trata Brasil divulga ranking nacional de saneamento básico

Em ano eleitoral, é bom saber.


"O Ranking do Saneamento, feito pelo Instituto Trata Brasil apresenta a situação do saneamento básico nas cem maiores cidades brasileiras. A pesquisa tem São Paulo na 18ª colocação. Santos, no litoral paulista, foi o município melhor ranqueado.

O estudo contou com o apoio de uma consultoria especializada em saneamento básico e com a base de dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico, publicado pelo Ministério das Cidades.


No primeiro quesito, atendimento em água tratada, a análise mostrou que as cem maiores cidades brasileiras estão acima da média nacional e, atualmente, 90,94% de sua população possui acesso à água limpa. Quando o assunto é coleta de esgoto os números já não são tão bons. O índice diz que essas redes estão em 59% das áreas analisadas. O cuidado com o tratamento de esgoto é ainda pior, 36,28%, um dos quesitos que está abaixo da média brasileira.

O Rio de Janeiro foi a cidade que construiu mais ligações de esgoto em 2010. Já Belo Horizonte, Santos, Jundiaí, Franca e Piracicaba informaram ter atingido a universalização neste quesito, sendo estes os grandes destaques nacionais.


Nas cem maiores cidades brasileiras aproximadamente 40% da água se perde no caminho entre as centrais e os usuários. Este é um alerta de que é necessário mudar a forma como os municípios estão investindo no setor, pois entre 2009 e 2010 a melhora nas perdas de água foi de apenas 6%".

E para agravar esse ranking,  "menos de 10% dos municípios brasileiros entregaram o Plano de Gestão de Resíduos Sólidos, prevendo formas de manejo do lixo em cada cidade. Os repasses de recursos federais para as áreas de saneamento e limpeza urbana serão suspensos para as cidades que não apresentaram o plano.

A obrigatoriedade está prevista na lei que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos em 2010. Apesar do prazo de dois anos, apenas as prefeituras de 400 cidades e os governos de nove estados e do Distrito Federal conseguiram entregar o planejamento.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, do total de planos entregues até hoje, 291 já foram aprovados e contratados. Neste total, estão incluídos os planos estaduais que foram concluídos pelos governos de Pernambuco, do Rio Grande do Norte, de Mato Grosso, Sergipe, da Bahia, de Santa Catarina, do Amazonas, de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal."

Fonte: Ciclo Vivo
Conheça o ranking e o Instituto Trata Brasil

Beijos e excelente semana!

10 de agosto de 2012

Sacolas cobradas de novo



Os supermercados cobrarão até R$ 0,59 por sacola
 Foto: Mayra Rosa/CicloVivo
Justiça permite que supermercados voltem a cobrar por sacolinhas

A partir de 15 de setembro as principais redes de supermercados de São Paulo não serão mais obrigadas a distribuírem sacolas plásticas gratuitamente. A decisão foi dada na última terça-feira (7) pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. A ação derrubou a liminar concedida em junho em 1ª instância, que determinava a obrigatoriedade da distribuição.



A revogação ocorreu após recurso solicitado pelo Walmart, por entender que não deveria ser obrigado a distribuir as sacolinhas biodegradáveis, conforte determinação judicial.

Desde o início de agosto, todos os estabelecimentos foram obrigados a fornecer as alternativas ambientalmente correta aos consumidores. A multa diária para quem desobedecesse a determinação da juíza Cynthia Torres Cristófaro, da 1ª Vara Cível do Fórum João Mendes, era de R$ 20 mil, podendo se acumular em até R$ 20 milhões. Além das redes, a Apas (Associação Paulista de Supermercados) também precisaria cumprir um dos tópicos da medida, para não receber multa de R$ 100 mil.

A decisão mais recente liberou as grandes redes de oferecerem, tanto as sacolinhas descartáveis comuns, como as *biodegradáveis. A partir da data estipulada na norma, os mercados deverão "disponibilizar aos consumidores as sacolas reutilizáveis (...) ou outra equivalente que permita o transporte das compras, assegurado o preço de R$ 0,59 por sacola até o dia 15 de abril de 2013", determinou o magistrado.

Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça de São Paulo, além do Walmart, outras empresas como Carrefour, Pão de Açúcar e Sonda se beneficiarão com a decisão.

A associação SOS Consumidor, que luta na Justiça para que a distribuição das sacolinhas se tornasse obrigatória, afirmou que vai recorrer. "Vamos estudar para apresentar recurso contra esta decisão", disse a presidente da SOS Consumidor, Marli Aparecida Sampaio, em entrevista ao Diário do Grande ABC. "A interpretação é que a sacola é a principal vilã contra o meio ambiente, mas existem muitos outros e o combate contra eles não vai onerar o consumidor", criticou. 

Segundo sentença do desembargador Torres de Carvalho, relator da decisão, "inexiste lei a compelir as rés ao fornecimento das sacolas plásticas ou das sacolas biodegradáveis". Ele diz ainda que "os consumidores que trazem suas sacolas pagam pelas sacolas dos demais, sendo assim prejudicados e não beneficiados pela decisão". 

Essa notícia seria uma novidade, se as sacolas já não fossem cobradas e seus preços embutidos nas mercadorias. 

* Você acredita em sacola biodegradável aqui no Brasil? Independente da sua resposta, veja essa reportagem:

g1.globo.com/jornalhoje

Beijos e excelente fim de semana!

8 de agosto de 2012

Casas Populares com Espuma Ecológica

Modelo adotado pelo Minha Casa, Minha Vida é construído em 4 dias 



As casas populares do programa governamental Minha Casa, Minha Vida estão sendo feitas com aço e espuma ecológica. Entre as vantagens do novo modelo de construção estão: o pouco tempo necessário para a edificação, a facilidade em produzir em grande escala e o benefício ambiental.



As paredes são construídas com painéis de aço. No meio destes painéis são colocadas as espumas de poliuretano, que foram desenvolvidas pela indústria química Purcom. "O material é feito sem utilização do gás HCFC (hidroclorofluorcarbono), o que garante padrão de sustentabilidade à produção", afirmou Giuseppe Santanchè, diretor comercial da Purcom, à Folha.

A espuma da Purcom foi aprovada pela ONU em 2010. O material é usado na construção civil e também por indústrias como a automotiva, na fabricação de volantes e tapetes. O analista de programa do Pnud (Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas), Anderson Alves, ressalta que ainda são poucas as alternativas de tecnologias de baixo potencial de aquecimento global com custo acessível no Brasil.

O modelo da casa é da empresa catarinense Fischer em parceria com a Purcom. Em julho, o novo padrão ecológico foi apresentado no centro de convenções da ONU em uma conferência sobre tecnologias de proteção ao clima.

As casas são construídas em apenas quatro dias, sendo que no método convencional unidades de 39 metros quadrados têm prazo de 120 dias, aproximadamente.

De acordo com Santanchè, o material de aço é resistente ao fogo e proporciona isolamento acústico e conforto térmico. Esteticamente os painéis não são muito favoráveis, pois seus encaixes ficam visíveis. Outro problema diz respeito à dificuldade em realizar reformas uma vez que há pouca flexibilização em modificar a planta.

A companhia Fischer oferece quatro modelos, de 39,41 m² a 69,5 m². O programa Minha Casa, Minha Vida oferece a habitação menor. O projeto foi aprovado pela Caixa Econômica Federal em 2010. No momento, está em análise a possibilidade de implementar o modelo também para a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo).

No Brasil, o modelo sustentável já foi construído na Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina. As casas são rapidamente construídas: no primeiro dia é feita a fundação, no segundo e terceiro dia a montagem de paredes e telhados e no quarto dia o acabamento.
Com informações da Folha.

Dá ou não para diminuir o déficit habitacional?

Beijos.


31 de julho de 2012

Cientista cético admite que homem causou mudanças climáticas

O que a maioria  sente na pele há tempos...

Enchentes causadas pelas chuvas na China há um mês
faz equipe das Nações Unidas visitar o país




Um conhecido cético sobre as causas humanas das mudanças climáticas, o cientista norte-americano Richard Muller mudou de postura e afirmou nesta segunda-feira (30) que agora acredita que os gases causadores de efeito estufa são responsáveis pelo aquecimento global.


"Não esperava isto, mas como cientista, acho que é meu dever permitir que a evidência mude minha opinião", declarou Muller, professor de física na Universidade da Califórnia, em Berkeley, nos EUA, em um comunicado.

Muller integra uma equipe de cientistas em Berkeley que estuda como as mudanças de temperatura podem estar ligadas com a atividade humana ou com fenômenos naturais, como a atividade solar e vulcânica.

A temperatura média da superfície terrestre aumentou 1,5 ºC nos últimos 250 anos, e "a explicação mais simples deste aquecimento são as emissões humanas de gases de efeito estufa", disse a equipe em um relatório publicado na internet nesta segunda.

O estudo vai um século antes do que uma pesquisa previamente realizada e assume uma postura ainda mais forte do que o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC), que em 2007 informou que "a maior parte" do aquecimento dos últimos 50 anos pode ser atribuído à atividade humana. Uma maior atividade solar antes de 1956 poderia ter contribuído em parte para o aquecimento da Terra, afirma também o IPCC.

A análise da equipe da Universidade da Califórnia afirma que "a contribuição da atividade solar ao aquecimento global é insignificante". Sua conclusão não se baseia em modelos climáticos, que segundo os cientistas podem conter erros. A pesquisa se baseia "simplesmente na concordância entre a forma observada em que subiu a temperatura e o aumento de gases de efeito estufa conhecidos".

A pesquisa vai levar em conta a temperatura dos oceanos, não incluída no informe recente, destacou o grupo de especialistas.

Em um artigo no jornal New York Times, Muller se definiu como "um cético convertido" e explicou como passou de um cientista que questionava a "própria existência do aquecimento global" a um que apóia a maioria da comunidade científica e acredita que o aquecimento atmosférico é "real".

"Agora vou um passo além: os seres humanos são quase totalmente a causa", acrescentou. A equipe da Universidade da Califórnia inclui o prêmio Nobel Saul Perlmutter e a climatologista Judith Curry, do Instituto de Tecnologia da Geórgia, também nos EUA. 


O que a maioria dos cientistas alertam há anos, os ambientalistas lutam para diminuir os efeitos chamando a atenção de todos. As mudanças climáticas estão nos afetando cada vez mais e mais rápido e serão cada vez mais severas. Até quando o planeta vai suportar?

Veja também: 

13 de julho de 2012

Sustentabilidade e o "Desapegue"


Bazar de troca de roupas e acessórios  - vamos espalhar essa ideia

As peças em bom estado são trocadas apenas por mulheres
As mulheres costumam acumular roupas que foram pouco usadas. A melhor opção neste caso seria doá-las a quem necessita, porém uma alternativa foi desenvolvida para elas. É o evento mensal DESAPEGUE!, que possibilita a troca de peças.

Podem ser levadas roupas, e também acessórios em bom estado, mas a troca é exclusiva para mulheres. O evento ocorre há dois anos e na próxima edição terá uma novidade: uma ala especial para decoração. Por isso, pequenos objetos decorativos também podem ser levados para serem trocados.

Os participantes pagam uma entrada de R$ 30. Assim podem levar até 20 peças que serão avaliadas na entrada do evento por consultoras de moda. Em troca, recebem botões rosa choque, que equivalem ao preço estipulado pela peça, cada peça tem um valor e é apresentado à participante em uma tabela de trocas. Por exemplo, uma camiseta básica vale um ponto/botão, já uma calça jeans vale três.

Os itens mais desgastados são devolvidos à participante ou, se houver consentimento da cliente, são doados ao Exército de Salvação, uma instituição parceria do DESAPEGUE! As peças não vendidas também são destinadas ao projeto social.

As roupas que passam na triagem das consultoras de moda são expostas em araras e mesas. Cada uma ganha uma etiqueta, na qual é indicada a quantidade de pontos/botões necessários para adquiri-la.

Há um provador coletivo, que conta com o auxílio das consultoras de modas. No final do encontro as participantes apresentam os itens que querem levar e pagam com os botões que receberam na entrada.

Além da economia financeira, há a vantagem de ajudar o meio ambiente, pois o processo industrial para a produção de uma nova roupa pode conferir danos aos rios e poluição ao ar.

A próxima edição do evento será na sede do Exército de Salvação, em São Paulo, no próximo dia de 21 de julho de 2012.

Fonte: ciclovivo

4 de julho de 2012

Reciclagem e Cidadania com Isabel Fillardis

Isabel Fillardis inaugura primeira usina de coleta de lixo seletiva do Rio



Em 2003, durante a apresentação da ONG Doe Seu Lixo, Isabel Fillardis, 38 anos, disse: "O que você joga fora pode reciclar a vida de muita gente". A frase soou quase que uma premonição e, após dez anos de trabalho, estampa a entrada do Instituto Doe Seu Lixo, projeto da atriz com o marido, Júlio César, 45, que visa oferecer oportunidade de trabalho às pessoas que vivem abaixo da linha de pobreza. Dentre outras coisas, o instituto profissionaliza catadores e faz a coleta seletiva de lixo. "Meu marido foi estudar Gestão Ambiental. Largou tudo por esse sonho. Ele me diz que só consegue realizá-lo porque eu o inspiro. 

Essa é uma das declarações de amor mais bonitas que já recebi", conta Isabel, que se emociona ao relembrar o começo de tudo. "Muita coisa mudou. Hoje, as pessoas nos procuram, mas tivemos que correr atrás. Vejo os caminhões de coleta com GPS e me lembro quando não tínhamos nem uma carreta...", diz às lagrimas. E as conquistas foram muitas! Tanto que o instituto foi escolhido para ser o responsável por toda coleta de resíduos sólidos da Rio + 20, conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que está sendo realizada entre o dia 13 e 22 de junho. "Os organizadores ficaram encantados com o nosso trabalho e disseram que ele é condizente com todo o discurso sustentável que existe no mundo", conta a atriz. 

Em março de 2012, a família Fillardis inaugurou a primeira Usina de Triagem e Reciclagem do Estado do Rio de Janeiro (UTR-RJ), um centro de triagem de resíduos sólidos recicláveis urbanos (vidro, papel e plástico), com equipamentos de alta tecnologia operados por catadores capacitados, no centro do Rio. "Geramos empregos, damos dignidade às pessoas e ainda reciclamos o lixo, que é um dos bens mais preciosos do Brasil", fala Isabel. A atriz também é presidente e fundadora da ONG A Força do Bem e conselheira do Instituto Coca-Cola Brasil. "Daqui a pouco vão achar que eu sou o Chico Mendes do lixo. Ainda tenho vontade de estudar botânica, penso em fazer faculdade. Mas meu ofício primeiro é interpretar", esclarece.




Conheça mais:


3 de julho de 2012

Sustentabilidade Social. Vale a pena divulgar.

Em periferia de SP, mulheres aproveitam retalhos para criar tapetes e almofadas
Uma das atividades da ONG Aldeia do Futuro é confeccionar tapetes e almofadas com retalhos de pano. Foto:Divulgação

O projeto Aldeia do Futuro desenvolve um trabalho com a população carente de Americanópolis, periferia de São Paulo. Uma das atividades é confeccionar tapetes e almofadas com retalhos de pano.
 A mobilização partiu de empresários que buscavam soluções para problemas sociais de comunidades urbanas com baixo poder aquisitivo. Então, a Aldeia do Futuro foi criada em 1993 atendendo inicialmente a 120 jovens. O projeto cresceu e, hoje, já são mais de 600 jovens.
A ONG ajuda os jovens e também oferece oportunidades para 200 mulheres, que moram próximo à sede. Elas são capacitadas para conseguir gerar renda. No Projeto Aldeia das Mulheres só podem entrar as maiores de 18 anos. 
As atividades desenvolvidas por elas envolvem técnicas antigas para reutilizar retalhos e transformá-los em mantas, tapetes e almofadas. É comum pegarem os restos de tecidos, cortá-los do mesmo tamanho e amarrá-los em um pano com acabamento em tecido mais fino. Outra maneira de aproveitá-los é fazendo fuxicos, pequenas flores de pano costuradas.
O trabalho destas mulheres conquistou a classe A e muitas peças já foram vendidas em bairros nobres, como nas lojas do Jardins. Além das costuras, elas aprendem a fazer pintura em tecido, bordado e artesanato. Há também bolsas feitas com sacolas de plástico. Todos os trabalhos são comercializados e o dinheiro arrecadado é dividido entre o grupo.
O projeto que já dura quase 20 anos funciona com a ajuda de pessoas e organizações. Desta forma, a Aldeia do Futuro estimula as doações, seja através do voluntariado, doação de materiais para o desenvolvimento de atividades, tornando-se sócio da ONG ou fazendo uma doação financeira única com boleto bancário, cartão de crédito ou depósito. 
Fonte: CicloVivo

21 de junho de 2012

MP derruba o fim das sacolas plásticas em SP

Em plena Rio+20, uma notícia bem apropriada... 


O Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo decidiu por unanimidade na última terça-feira (19) que o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que limitava o direito do consumidor em receber gratuitamente as sacolas plásticas, não é válido. Com a decisão, os estabelecimentos devem voltar a distribuir as sacolinhas em cumprimento ao Código de Defesa do Consumidor.

A população de São Paulo deixou de receber as sacolas plásticas nas redes de supermercados do Estado após acordo feito entre a Associação Paulista de Supermercados (Apas) e o governo estadual.

Desde o início de abril deste ano, exatamente há 80 dias, os supermercados paulistas deixaram de distribuir 1,1 bilhão de sacolas plásticas descartáveis, com significativa redução de impactos sobre as cidades, como entupimento de bueiros, com consequentes benefícios para a população.

A petição contra a homologação do TAC foi uma ação movida pela Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos, pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idecon) e pelo terceiro interessado SOS Consumidor.

Com isso em vista, os estabelecimentos comerciais que deixarem de distribuir as sacolas gratuitamente, pelas quais a população já paga e têm o preço embutido nos produtos, correm o risco de serem acionados pelos órgãos de defesa do consumidor, mediante denúncia. "As pessoas que se sentirem lesadas devem procurar os órgãos de defesa do consumidor e o próprio Ministério Público", afirma Miguel Bahiense, presidente da Plastivida.

"O Conselho Superior do MP entendeu que existe um descompasso muito grande e que o ônus na não distribuição das sacolas plásticas está recaindo apenas sobre os consumidores. Na visão do órgão, essa situação precisa ser revertida o quanto antes", finaliza Jorge Kaimoti Pinto, advogado da Plastivida.

"A APAS lamenta que interesses menores estejam na contramão do respeito ao cidadão e às gerações futuras ao defender a continuidade de políticas de desperdício, poluidoras e insustentáveis, inclusive com informações falsas e inconsistentes com o objetivo de induzir a população a erro de julgamento a respeito deste tema de grande interesse da sociedade paulista", critica a associação em nota.


Parece que vivemos em planetas diferentes, um sendo destruído e outro... 




12 de junho de 2012

Sustentabilidade no Casamento

Feira de Noivas: tendências  sustentáveis para casamentos

A edição 2012 da Expo Noivas & Festas apresentou diversas opções para as noivas preocupadas com o meio ambiente. Desde o convite para o casório até os bonequinhos de noivos.

O evento ocorrido no Rio de Janeiro teve foco em sustentabilidade e o viés agradou aos visitantes. Havia uma área de 80m² com produtos e serviços 100% sustentáveis, o Espaço Casamento Sustentável.

No evento, os expositores tinham a vantagem de cativarem um público com a condição de pagarem por produtos ecologicamente corretos, que são muitas vezes mais caros do que os tradicionais.

A reportagem do iG apurou que um dos bolos da Expo Noivas chega a custar mil reais. Ele é feito apenas com produtos orgânicos e a base é confeccionada com cascas de ovos e a decoração elaborada com material de caixas de ovos.

“Infelizmente ainda custa um pouco caro se preocupar com o meio ambiente. A ecobag como lembrancinha é o produto que temos maior demanda porque o valor médio unitário fica mais em conta, além de ser um item que influencia o nosso dia a dia”, disse Daniele Maia, cerimonialista da Struture Eventos.

Foto: George MagaraiaO designer Thiago Calil assina o decor do Espaço Casamento Sustentável, com decoração ecologicamente correta
É possível, ainda assim, encontrar opções com valores acessíveis. Um dos espaços, por exemplo, exibiu uma mesa feita com carretel de madeira retirado de uma obra do metrô mostrando que para ser sustentável não precisa ser caro. Os bem-casados embalados com garrafas PET também servem de exemplo. Se os noivos fornecem as garrafas, a unidade custa 2,80.


Por enquanto, estes produtos estão sendo, aos poucos, incorporados aos casamentos. Levará tempo até que eles, de fato, se popularizem. Como já vem acontecendo com os convites de papel semente, que são um dos itens sustentáveis mais comuns. Eles são feitos com folhas de papel 100% reciclado com sementes da planta os clientes escolherem. O convidado recebe o convite com instruções para picar e plantar os pedaços de papel para que a planta cresça


Foto: George MagaraiaNoivinhos que quando são regados ganham cabelos de plantas são opção de 
lembrancinha
Entre outros produtos, a feira reuniu lembrancinhas, como bonequinhos de noivos com cabelos de plantas que crescem conforme são regados, topos de bolo feitos com resíduos recicláveis. 

Com informações do iG.
Redação CicloVivo

5 de junho de 2012

Dia do Meio Ambiente

Deveria ser um dia para comemorar, admirar, mas...

Tsunami no Japão

 Tragédia na região serrana no Rio de Janeiro


Meio ambiente: poluição do ar, da água e do solo

Esses vídeos nos mostram a fragilidade do mundo em que vivemos. E continuamos a não nos importar (só quando acontece conosco ou com alguém muito próximo). Consumimos desenfreadamente e sem a preocupação com o planeta. Até onde isso nos afeta? Se você não é um extraterrestre, leia esses artigos e faça a sua parte. Conscientize-se!

...Mais da metade de todas as emissões de carbono liberadas na atmosfera são geradas por cinco países, segundo um ranking de emissões de gases estufa publicado em dezembro de 2011, durante a COP 17, negociações climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU) em Durban, África do Sul.

China, Estados Unidos, Índia, Rússia e Japão lideram a lista, seguidos de Brasil, Alemanha, Canadá, México e Irã, de acordo com a lista.

Os primeiros dez países da lista são responsáveis por dois terços das emissões globais. Três dos seis maiores emissores são gigantes emergentes que demandam energia e desenvolvem suas economias a uma velocidade vertiginosa.



O pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Carlos Nobre, exalta a necessidade de agirmos agora para que a humanidade não sofra ainda mais no futuro: “É importante agir de forma efetiva para que não tenhamos a confirmação dos cenários mais pessimistas. As medidas para estabilizar e reduzir as emissões de gases de efeito estufa é um compromisso moral com as futuras gerações”. 

Leia o artigo integral : ciclovivo.com.br



Aumento da população causará falta de comida e combustível, diz ONU


O mundo está ficando sem tempo para garantir que haja alimentos, água e energia para atender a demanda de uma população em rápido crescimento e evitar que 3 bilhões de pessoas sejam levadas à pobreza, advertiu um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU). 



Enquanto a população mundial parece preparada para crescer dos 7 bilhões de hoje para quase 9 bilhões até 2040 e o número de consumidores de classe média aumentar em 3 bilhões nos próximos 20 anos, a demanda por recursos crescerá exponencialmente. 

Mesmo para 2030, o mundo precisará de ao menos 50% a mais de alimentos, 45% a mais de energia e 30% a mais de água, de acordo com as estimativas da ONU, em uma época em que o ambiente em modificação cria novos limites ao abastecimento.

Se o mundo fracassar em lidar com esses problemas, o risco é condenar 3 bilhões de pessoas à pobreza, afirmou o relatório. 

Os esforços rumo ao desenvolvimento sustentável não são nem fortes nem profundos o suficiente e, além disso, falta vontade política, disse um painel da ONU voltado à sustentabilidade global. 

"O atual modelo de desenvolvimento global é insustentável. Para alcançar a sustentabilidade, é necessária uma transformação na economia global", diz o relatório.




Nina Chestney
Da Reuters, em Londres

1 de junho de 2012

Ibope avalia interesse dos brasileiros por práticas sustentáveis

Você tem consciência da importância acerca desses temas?  
A constatação geral é de que o nível de conscientização e informação acerca
dos temas ligados à sustentabilidade ainda é muito baixo. | Foto: 
Carrar/SXC
Somente 26% da população brasileira têm o hábito de separar adequadamente seus resíduos para encaminhá-los à reciclagem. Este é o resultado da uma pesquisa feita pelo Ibope, divulgada na última quinta-feira (31), com o intuito de mensurar o conhecimento e os esforços dos brasileiros em relação ao cuidado ambiental.
A análise foi feita com grupos de todas as regiões do Brasil, durante o período que vai de julho de 2011 a fevereiro de 2012. Ao todo, 10.368 pessoas foram ouvidas, com idades que variam de 12 a 75 anos. Os resultados também foram diversificados de acordo com a faixa etária. No entanto, a constatação geral é de que o nível de conscientização e informação acerca dos temas ligados à sustentabilidade ainda é muito baixo.
Quando o assunto foi reciclagem, os entrevistados que possuem de 55 a 64 anos foram os mais conscientes, com 35% deles garantindo que reciclam sempre ou com frequência os seus resíduos. Os jovens de 20 a 24 anos se destacaram no quesito reutilização de materiais, com 24%. Um dos pontos interessantes que apareceram nas estatísticas da pesquisa é a variante no percentual de pessoas envolvidas com esta atividade nas regiões do Brasil. Enquanto em Curitiba, 45% dos participantes demonstraram ativismo em relação à reciclagem, em Brasília o número foi de apenas 3%. 
As sacolas plásticas também continuam a ser um item constantemente presente na rotina da maior parte dos entrevistados. Em Brasília, apenas 4% das pessoas têm costume de levar sacolas retornáveis ou utilizar outras opções sustentáveis para transportar as compras. Cenário semelhante é visto em Salvador, com apenas 5% da população adepta das alternativas verdes. Curitiba novamente registrou o melhor desempenho, atingindo 48%. São Paulo, que recentemente proibiu a distribuição gratuita das sacolas plásticas nos supermercados, ficou com a segunda colocação, com 19% dos entrevistados optando pelas sacolas retornáveis. 
O conhecimento acerca de temas mais específicos também é baixo. Ao serem indagados sobre mudanças climáticas, 12% das pessoas questionadas alegaram conhecer muito sobre o tema, enquanto outros 6% nem ao menos ouviram falar do assunto. Compensação de carbono é o tópico mais desconhecido, com 43% dos entrevistados informando não ter ideia do que se trate. 
Por outro lado, pontos positivos também foram identificados. Em geral a população tem sido mais consciente em itens rotineiros dentro de suas casas, grande parte deles sendo aqueles que causam mudanças diretas nos gastos mensais. O esforço para reduzir o consumo de água está no topo do ranking, alcançando 73% dos entrevistados, enquanto a redução do consumo de gás vem na sequência, com 72%. Os equipamentos permanecem em stand by, mesmo quando estão fora de uso, na casa de 44% dos participantes. Ainda assim, apenas 8% dos entrevistados alegou deixar a torneira aberta enquanto escova os dentes.



Por Thaís Teisen – Redação CicloVivo